segunda-feira, 17 de novembro de 2008

Rafael Alves disse que estava no comando da moto, mas que não sabia da intenção de “Pé-de-bola”

Foi apresentado no último fim de semana na Seccional de Flagrantes do Pacoval, por seu advogado de defesa, Rafael Pinheiro Alves, suspeito de participação na morte do cabo PM Edson Alves da Silva, 36, assassinado com um tiro no peito ao tentar evitar um assalto que estava em andamento em frente à Faculdade Meta no bairro Jardim Marco Zero. O crime de morte ocorreu na noite de 12 de novembro. Além do militar, que cursava o quarto semestre do curso de Web Designer, um outro aluno também foi baleado, mas sem maior gravidade. O advogado Josimar de Souza, que atuará na defesa de Rafael, disse durante entrevista concedida ontem ao jornal Diário do Amapá que seu cliente afirmou estar, sim, dirigindo a moto na qual o homem acusado de puxar o gatilho fugiu. O advogado alega que Rafael estava com Ricardo Alejandro Souza Lima, o “Pé-de-bola”, que está desaparecido. Ricardo, que segundo Rafael foi quem efetuou os disparos, teria ido com ele até à faculdade atrás de umas garotas. Rafael ficou na moto, enquanto Ricardo entrava na faculdade atrás das supostas meninas. Para sua surpresa, ele ouviu os disparos e em seguida Ricardo veio ao seu encontro correndo. Vendo que havia um grupo de pessoas atrás do atirador, o suspeito saiu em alta velocidade na moto, sem saber o que teria ocorrido. Essa será a tese defendida pelo advogado. O delegado Alan Moutinho, titular da Delegacia Especializada em Crimes Contra o Patrimônio (DECCP) disse que ainda não pode detalhar o caso. Mas que já tem evidencias suficientes para representar pelo pedido de prisão dos suspeitos. Até o final da tarde de ontem o principal suspeito de efetuar os disparos ainda não havia sido localizado.

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