domingo, 2 de novembro de 2008
Comerciante chinês morre espancado
Departamento de Homicídio da Polícia Civil de São Paulo investiga a morte de um comerciante chinês na região central da cidade.
De acordo com a SSP (Secretaria de Segurança Pública), a Polícia Militar foi acionada por volta das 11h desse sábado para atender uma ocorrência de desentendimento.
Ao chegar ao local, uma loja de bolsas e bijuterias na rua Camomil, no Canindé, encontrou Xie Yong Ting, 42, caído no chão com marcas de agressão na região da cabeça e no pescoço. Ele estava com os pés amarrados com fita adesiva.
O comerciante ainda estava vivo quando os policiais chegaram. O resgate do Corpo de Bombeiros foi acionado e fez reanimação na vítima, que não resistiu e morreu no local.
Uma testemunha, que prestou depoimento à polícia, disse que ouviu gemidos e ruídos de pancadas. Ela ainda chegou a ver caixas sendo levadas da loja e colocadas em uma Kombi. O número de suspeitos vistos pela testemunha não foi informado.
O caso foi registrado como homicídio qualificado no 12º Distrito Policial (Pari) e será investigado pelo DHPP (Departamento de Homicídio e Proteção à Pessoa).
Garoto – O adolescente Daniel Elias Custódio da Silva, 15, foi brutalmente espancado, na quinta-feira, por um outro adolescente, de 17 anos, dentro da Cadeia Pública do Jardim Guanabara, em Franca. Internado na Santa Casa de Franca, ele teve morte cerebral constatada pelos médicos ontem à tarde.
Daniel foi espancado com socos e pontapés. Segundo a Polícia Civil, o jovem que o agrediu disse que fez isso porque Daniel teria lhe denunciado como cúmplice no assassinato pelo qual os dois foram detidos.
A vítima e o agressor dividiam uma cela desde o último dia 22, o que contraria o ECA (Estatuto da Criança e do Adolescente), que determina que jovens infratores não podem ficar mais que cinco dias abrigados em cadeias e prisões.
De acordo com a presidente da Comissão de Direitos Humanos da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil) em Ribeirão Preto, Ana Paula Vargas de Mello, o Estado falhou ao não atender o que prevê o ECA, o que pode dar margem a uma ação de indenização por parte da família.
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